O 13.º salário deverá injetar aproximadamente R$ 5,444 bilhões na economia paranaense, até o fim do ano, conforme previsão divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A quantia equivale a 2,54% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, e deverá ser paga a 4,464 milhões de pessoas, a maioria empregados do mercado formal. O valor, no Paraná, é o quinto maior entre os estados brasileiros, e deve ser cerca de R$ 1 bilhão maior que o total do ano passado.

De acordo com o levantamento, os empregados formais, que representam 62,1% das pessoas que vão receber o benefício, responderão por 73,8% do valor total, ou R$ 4,016 bilhões.

O segundo grupo mais numeroso, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que corresponde a 35,5% das pessoas, receberão 20,7% da quantia, ou R$ 1,126 bilhões. Já os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que são 2,4% das pessoas, deverão receber um total de R$ 75 milhões, ou 1,4% da renda.

A média salarial dos empregados formais também é a maior entre os grupos, com R$ 1.448,35. Entre os empregados domésticos, a média do benefício, segundo o Dieese, será de R$ 692,11. Já os beneficiários do INSS deverão receber, em média, R$ 711,42. A média total deverá ser de R$ 1.168,68.

A quantia total prevista para o Estado é 21,5% maior que a previsão feita para o final do ano passado, quando o Dieese previu uma quantia de R$ 4,48 bilhões injetados na economia paranaense.

O número de pessoas, que há um ano era de 4,26 milhões, cresceu 4,8%. A média do benefício cresceu cerca de 7%: há um ano, a previsão era próxima de R$ 1 mil por pessoa.

O Dieese também apurou que montante total injetado no Estado deverá corresponder a 5,35% do total nacional e 34,80% da região Sul. Já as proporções de pessoas que receberão o benefício são um pouco maiores: 6% em relação ao total, no Brasil, e 35,3% na Região Sul.

Na economia brasileira, a previsão é de que o 13.º salário, pago a cerca de 74 milhões de brasileiros, injete de cerca de R$ 102 bilhões. O valor representa aproximadamente 2,9% do PIB do País.

Segundo o Dieese, o número de pessoas que receberá o benefício, este ano, cresceu 5,85% em relação a 2009. Já o valor total aumentou 20% na comparação com os R$ 85 bilhões previstos no ano passado.

O Dieese informou que “a retomada das contratações em ritmo mais vigoroso, em 2010, foi sem dúvida um elemento importante para que o conjunto de beneficiários do abono neste fim de ano tivesse um crescimento maior que o observado em 2009”.