A elevação da taxa básica de juros (Selic) terá um efeito limitado, de até 0,5 ponto porcentual, sobre os juros dos financiamentos imobiliários, de acordo com estimativa do presidente da Abecip, Octavio de Lazari Júnior. Ele lembrou que a maioria dos empréstimos usa recursos das cadernetas de poupança, atualizados pela TR e pouco influenciados pela Selic. Na sua avaliação, o impacto deve ser maior nos financiamentos fora do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que têm taxas livres de mercado.

Lazari ponderou que a concorrência entre os bancos é grande, o que também deverá limitar aumentos nas taxas. “Os bancos já fizeram seu planejamento para 2014, e a carteira de crédito imobiliário tem mostrado cada vez mais importância”, completou. O apetite dos bancos por essa carteira é justificado pela fidelização do cliente por vários anos e pelos baixos níveis de inadimplência.

A briga pelas taxas, no entanto, pode provocar alguma compressão nas margens dos bancos, admitiu Lazari. “De fato, pode acontecer de os bancos não aumentarem as taxa de juros por causa da concorrência pela carteira e reduzirem seu spread. Mas aí é preciso haver competência dos bancos para reter esse cliente (do financiamento imobiliário) e obter um spread maior no conjunto da obra”, disse, referindo-se à oferta de outros produtos e serviços bancários com margens mais folgadas.