O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, disse nesta quinta-feira, 7, que o setor acreditou por muito tempo que a solução para as interferências nas transmissões de rádio AM viria da digitalização do sinal, mas os testes realizados demonstraram que as dificuldades persistiriam nesse modelo.

“Esta constatação levou a Abert a defender a migração para o FM para as mais de 1.700 emissoras”, disse Slaviero durante cerimônia de assinatura de decreto de adaptação das rádios AM para FM, no Palácio do Planalto. “Essa é uma medida justa, que valoriza o pequeno radiodifusor, pois 79% das rádios AM têm até 5Kw de potência, a grande maioria em cidades de pequeno e médio porte”, completou.

A mudança, que será opcional, tem por objetivo dar um novo fôlego às rádios AM, prejudicadas com o aumento de ruídos e muitas interferências em suas transmissões. Enquanto isso, as rádios FM, que desde os anos 80 sempre tiveram maior aceitação entre os públicos mais jovens, passaram a ganhar mais espaço. Mesmo sem o grande alcance das AM, as FM apresentam sinais mais limpos e também podem ser sintonizadas por dispositivos móveis.

Voz do Brasil

Slaviero aproveitou a solenidade para pedir que a presidente Dilma Rousseff oriente a base do governo no Congresso para a votação do projeto de flexibilização do horário do programa Voz do Brasil. A proposta flexibiliza a emissão do programa em três horas, podendo ter início entre 19h e 21h.