Os empresários do setor de materiais de construção e da indústria de eletrodomésticos defenderam hoje a manutenção da redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), recentemente renovada pelo governo federal.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, afirmou que, no caso da construção civil, as reformas e construções de moradias exigem um tempo médio superior ao período de três a seis meses considerado pelo governo ao renovar o benefício.

“Por isso, precisamos de um tempo mais longo para a conclusão das compras pelos consumidores”, disse Fox. O presidente da Abramat lembrou que o setor já conseguiu a prorrogação antecipada do benefício até o final de 2009, mas, segundo ele, isso representará um período total de nove meses de vigência da redução do imposto. “Vamos continuar trabalhando nesses argumentos no âmbito do GAC”, afirmou, em referência ao Grupo de Acompanhamento da Crise, que reúne empresários e representantes do governo no Ministério da Fazenda.

Segundo Fox, há reflexos positivos da desoneração de IPI no setor, como a elevação do faturamento das empresas e a estabilização do nível de empregos formais. Mas ele não mencionou os dados mais recentes.

Na mesma audiência na CAE, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, também defendeu a manutenção das alíquotas reduzidas de IPI. Como justificativa, ele disse que a medida – adotada a partir de abril, permitiu, em maio e junho, um aumento médio de 20% das vendas em comparação com os mesmos meses de 2008.

O setor também já foi beneficiado pelo governo por uma renovação do prazo de alíquotas reduzidas, até o fim do ano, para a linha branca, que inclui geladeiras, fogões e lavadoras. Kiçula afirmou que as indústrias estão transferindo para os consumidores, nos preços finais, a redução do imposto.