Os empresários do setor de materiais de construção estão menos pessimistas com o cenário de agosto, frente ao mês de julho. Entre os entrevistados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), 6,5% consideraram bons os resultados de julho, enquanto 35,5% disseram que o período foi regular e 41,9% assinalaram o mês como ruim. Outros 16,1% apontaram o mês como muito ruim.

Para agosto, 6,5% das companhias projetam boas vendas, 54,8% têm expectativas regulares e outros 29,0% acreditam em um ambiente ruim. A categoria de muito ruim ficou com 9,7% dos entrevistados.

Para Walter Cover, presidente da entidade, os dados indicam que as vendas deverão continuar em baixo nível, tanto no mercado do varejo como no das construtoras. “Deveremos ter alguma melhoria em agosto e um segundo semestre ligeiramente melhor que o primeiro”, afirmou o executivo. “O segundo semestre do ano passado foi um período de vendas muito baixas, portanto, a base de comparação favorece alguma melhoria. Outra razão é que com um câmbio mais realista a indústria nacional deverá substituir parte das importações”, acrescentou.

A Abramat informou também que, em julho, 48% das indústrias de materiais pretendiam investir nos próximos 12 meses, o que representou uma piora em relação a junho, quando a intenção relatada era de 50%. Em igual mês do ano passado, o indicador estava em 51%.

A sondagem da associação indicou também que, na média, uma fatia próxima de zero das companhias entrevistadas têm boas expectativas em relação às ações do governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. O resultado apresentou uma queda do otimismo, que estava em 7% no mês anterior e em 14% de julho de 2014. Além disso, 81% dos entrevistados se disseram pessimistas, frente a 64% em junho e 22% em julho de 2014.