El Calafate, Argentina  – O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse ontem que ainda não há nada decidido sobre o novo acordo com o Fundo Monetário Internacional e que a negociação com o FMI deve estar concluída até o início de novembro. Segundo ele, se o acordo for feito, será uma espécie de seguro e o governo não pretende sacá-lo.

Não há nada decidido, estamos numa fase de avaliação. Se fizermos, vamos tratá-lo como preventivo. Ou será preventivo ou vamos tratá-lo como preventivo – afirmou.

Perguntado se o empréstimo seria mesmo de US$ 10 bilhões, Palocci disse que o número não foi fechado porque ainda está analisando as contas do ano que vem.

– O Brasil não precisa de reforço novo, a princípio, nós estamos fechando isso e avaliando nossas contas do ano que vem e está nos parecendo uma conta muito boa. Nossa principal expectativa em relação ao acordo não é de recursos novos. Por isso falamos num acordo preventivo, mas ainda não decidimos nem fazer – disse.

Palocci negou que haja alguma dificuldade com as autoridades americanas (os EUA são o principal acionista do FMI) para negociação de um acordo preventivo.

– Não tem nenhum empate, não temos problemas com os americanos. Conversei sobre isso com as autoridades americanas em Dubai e não tem nenhum problema. Segundo o ministro, também não devem estar especificadas no acordo as questões sociais, mas ele explicou que o governo não vai mudar o seu projeto político para se adequar às exigências do fundo.

– Qualquer acordo vai procurar expressar o projeto que o governo está fazendo para o País. Não vamos fazer um outro projeto só para o acordo – afirmou.

O ministro explicou que também não está na perspectiva do governo estabelecer metas sociais, similares às já criadas para o controle da inflação, e que o governo não pretende modificar a meta de superávit primário para o ano que vem.