O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou nessa segunda-feira (27) que o acordo Brasil-Paraguai sobre a energia de Itaipu é justo e equilibrado e bom tanto para o Brasil quanto para o Paraguai, mas lembrou que ainda terá que ser referendado pelo Congresso Nacional.

Amorim, que participou no Rio de Janeiro da solenidade de abertura do 17º Seminário Internacional de Mídia sobre Paz no Oriente Médio, ressaltou que o contrato não versa só sobre a energia de Itaipu, mas também envolve os brasileiros residentes no país vizinho.

“Acho que é um acordo justo e equilibrado e se vocês olharem bem verão que não é somente um acordo sobre Itaipu, mas tem também uma parte que fala sobre os brasileiros que moram no Paraguai – e que não são poucos. Ele engloba um conjunto de medidas que refletem o nosso desejo de viver bem com os nossos vizinhos”, afirmou.

Sobre a possibilidade de a crise vivida no Senado, com as denúncias contra o presidente da Casa, José Sarney, atrapalhar ou retardar a aprovação do documento, Amorim foi enfático.

“Eu acho que o Congresso brasileiro, diante de uma questão realmente importante como essa, vai saber debruçar sobre os pontos relevantes e vai saber opinar com a liberdade de que a casa desfruta, mas também com a consciência que os congressistas têm”.

O chanceler ressaltou o fato de o Brasil ser hoje um país que se distingue de outras nações em várias partes do mundo, inclusive na Europa, pela relação pacifica mantida com os vizinhos da América do Sul.

“Uma das coisas que distingue o Brasil hoje é que nós temos dez países vizinhos de fronteira e temos um entorno totalmente pacífico. Se você observar os problemas que existiram na Europa no ano passado – relativo ao fornecimento de energia durante o inverno -você verão o quanto nós estamos atuando com prudência e de maneira adequada para melhor servir os interesses brasileiros”, disse.