Rio  – Os dez países que vão se juntar à União Européia em primeiro de maio guardam muitas diferenças entre si – tanto no tamanho de suas economias e populações como na história política e nos gargalos ao crescimento. Mas todos estão unidos em torno de uma meta: aderir ao euro, a moeda única de 13 dos 15 membros atuais da UE, na esperança de acelerar a expansão e atrair investimentos.

O caminho, porém, está recheado de obstáculos. Dos novos países, apenas Estônia e Eslovênia são vistos pelos especialistas como preparados para adotar o euro a partir de 2006, quando a união monetária será permitida aos novos membros. Os demais – Polônia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Letônia, Lituânia, Malta e Chipre – estão longe das exigências.

Para aderir à moeda única européia, os novos membros têm que se adequar a cinco critérios: déficit fiscal inferior a 3% do Produto Interno Bruto (PIB); dívida pública de até 60% do PIB; inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima da média nos três países com inflação mais baixa do bloco; juros de longo prazo de até dois pontos percentuais acima da média dos três países com taxas menores e, finalmente, dois anos de estabilidade cambial.

“As regras de Maastricht não foram concebidas para os países em desenvolvimento que agora aderem à UE. Manter um controle apertado sobre inflação e outros indicadores requer políticas públicas que podem apertar os cintos excessivamente e sacrificar o crescimento”, alertam Robert Cottrell, Daniel Franklin e Andrew Palmer, autores do relatório “Europa ampliada: entendendo o impacto”, publicado pela “Economist Intelligence Unit”. Por isso, os governos dos novos países estão sendo cautelosos.