O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, lançou ontem um novo sistema que possibilita pesquisar e visualizar, em tempo real, os dados de qualquer carga de importação e exportação em âmbito nacional. Desenvolvido pela Infraero, o Tecanet visa, além de agilizar a liberação das cargas, oferecer ferramentas de informações que auxiliam os clientes a acompanhar o trânsito do material.

O superintende da Infraero, João Roberto de Paula explica que no momento em que uma determinada carga é recebida ou registrada no terminal de cargas do Afonso Pena, seus dados estarão disponíveis na internet. Dessa forma, o cliente cadastrado terá acesso aos dados do recebimento, armazenagem, cobrança, liberação e de perdimento. O sistema permite ainda a simulação de valores que seriam cobrados pelos serviços de manuseio e armazenagem, e se o cliente preferir, poderá visualizar a condição da carga em no máximo um dia, pois há a possibilidade dela ser fotografada e ter a imagem enviada pela internet para observação do tipo da embalagem e avarias.

O coordenador de informática da Região Sul da Infraero, Edson Tadeu Breanza, revela que os investimentos no sistema Tecanet não foram muito altos, pois ele foi desenvolvido dentro da empresa. Ele comenta que hoje dezesseis terminais já possuem um sistema semelhante, e ressalta que a agilidade e segurança estão entre os principais objetivos do programa. Breanza comenta que uma mercadoria que vem de Europa, por exemplo, pode ser desembaraçada imediatamente ou em até três horas. O acesso para as informações será feito através do site www.infraero.gov.br/tecanet, no menu “logística de cargas”.

Linha azul

O superintendente da Infraero adiantou que já está em fase de implantação um novo sistema, em parceria com a Receita Federal, conhecido como “linha azul”, que agilizará ainda mais o setor de cargas. João Roberto de Paula explica que a Receita habilita alguns tipos de importadores, com base em dados como tipo de produção e histórico jurídico e fiscal, que poderão passar as cargas em leitores de imagem. Um sistema igual já funciona em Campinas (SP), e deverá entrar em operação em Curitiba a partir de outubro.

A movimentação de cargas no Afonso Pena cresceu de 5,1 milhões em 1996, ano da inauguração do novo complexo aeroportuário e internacionalização, para 20,7 milhões de quilos em 2001, o que corresponde a 420%.