Duas mil vagas de trabalho com salários entre R$ 550 e R$ 1.500 foram ofertadas ontem durante o Mutirão do Emprego da Secretaria do Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, na Agência do Trabalhador de Curitiba.

Até o final do dia, pelo menos 45% das vagas teriam sido preenchidas. As filas em busca de uma senha já eram grandes antes das 8h, quando o atendimento começou, e permaneceram até as 17h, mesmo com a chuva persistente ao longo de todo o dia.

De acordo com o secretário estadual de Emprego e Salário, responsável pelo evento, Tércio Albuquerque, o preenchimento destas vagas foi uma determinação do governador do Paraná.

“Nós sempre temos vagas disponíveis, mas muitas pessoas esperam o mutirão para procurar a agência porque sabem que no mutirão o processo de contratação é mais rápido”, explica.

Funcionários dos departamentos de RH de várias empresas estiveram presentes no mutirão, possibilitando que os candidatos pudessem ser contratados imediatamente.

Bastou que os candidatos preenchessem os requisitos da vaga e levassem carteira de trabalho, documento de identidade com foto e comprovante de residência. Das 4.225 pessoas que passaram pelo mutirão, 853 foram pré-aprovadas para as vagas que concorreram.

As vagas oferecidas ontem eram para os setores de alimentação, supermercado e telefonia. Porém, também estavam disponíveis seis mil oportunidades na região metropolitana e outras 14.500 no interior do Estado em áreas variadas da indústria e do comércio.

Alguns setores têm muitas vagas e pouca procura. “É o caso da construção civil, um setor da economia que cresceu muito e não tem pessoas qualificadas suficientemente para preencher as vagas”, ressalta o secretário. De acordo com ele, algumas vagas na indústria do vestuário e na área de extração mineral também demoram para ser preenchidas.

“Não acredito que os desempregados estejam seletivos. As vagas demoram para ser preenchidas porque as empresas, em alguns setores, buscam perfis muito específicos”, garante Tércio.

O secretário reclamou das dificuldades para qualificar o profissional. “O recurso que recebemos para qualificação de mão-de-obra é exclusivo para pessoas que recebem o Bolsa Família. O problema é que quem recebe o benefício tem medo de se qualificar, conseguir emprego e perder a Bolsa, portanto não faz os nossos cursos”, revela. Além disso, parte deste recurso para qualificação estaria sub júdice.

Próximo

O projeto do secretário é realizar um mutirão em todo o Estado. “Já estamos planejando esse evento que será realizado nas 252 Agências do Trabalhador instaladas no Paraná ainda este ano”, afirma.