Os alimentos interromperam uma trajetória de três meses de variações negativas e subiram 1,08% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo de alimentos e bebidas respondeu, sozinho, por quase a metade (0,24 ponto porcentual) da inflação do mês passado, que foi de 0,45%.

Em agosto, o grupo de alimentos e bebidas havia registrado deflação de 0,24% e, em julho, de 0,76%. Em junho, o recuo nos preços dos alimentos havia sido de 0,90%. De acordo com o IBGE, o item carnes, com alta de 5,09%, representou a maior contribuição individual (0,11 ponto porcentual) para o IPCA de setembro.

Já os produtos não alimentícios subiram 0,27% no IPCA de setembro, ante alta de 0,12% em agosto, informou o instituto. Houve pressão, nesse grupo, de itens como aluguel residencial (0,61%), tarifa de água e esgoto (0,70%) e passagens aéreas (7,58%). Por outro lado, houve queda nos preços de gasolina (baixa de 0,14%), automóveis novos (recuo de 0,26%) e usados (queda de 0,46%).