A queda dos alimentos continua dando alívio à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), apesar de o dado ter retornado ao campo positivo na segunda quadrissemana deste mês (período de 16 de julho a 15 de agosto). É o que mostra a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Das cinco maiores influências negativas registradas no âmbito do IPC-S entre a primeira e a segunda leitura do mês, quatro são produtos alimentícios. A exceção foi o item tarifa de ônibus urbano, que saiu de declínio de 1,89% para recuo 0,81% na segunda medição do mês, cujos efeitos da revogação do reajuste dos preços das tarifas estão diminuindo. O IPC-S, por sua vez, subiu 0,05% ante declínio de 0,02% na primeira quadrissemana de agosto.

A maior variação foi apurada no preço do tomate, que saiu de deflação de 36,54% na primeira leitura deste mês para 25,24%. A segunda maior influência de baixa foi apurada no preço da batata-inglesa, que caiu 8,68% na segunda leitura, depois de variação negativa de 6,17%. A banana-prata também ficou ainda mais barata, ao passar de -5,46% para -6,16%.

Já o leite longa, apesar da desaceleração entre a primeira e a segunda leitura do mês (de 6,43% para 6,06%), continuou pressionando o grupo Alimentação, que no período passou de -0,11% para -0,08%. Além disso, os gastos dos consumidores com alimentação fora do domicílio ficaram mais elevados na segunda quadrissemana de agosto em 0,47%, de 0,36% na primeira. Outro produto que ficou mais caro foi a cerveja, com alta de 4,14% na primeira quadrissemana de agosto e de 4,33% na segunda. Ainda integram a lista de maiores altas no IPC-S da segunda quadrissemana do mês os itens aluguel residencial (de 0,61% para 0,58%) e plano e seguro de saúde (de 0,64% para 0,65%).