A aceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que passou de 0,68% na quarta quadrissemana de fevereiro para 0,88% na primeira quadrissemana de março, foi puxada pelos aumentos mais intensos nos preços dos alimentos (de 1,16% para 1,95%). A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No grupo Alimentação, 17 dos 21 produtos pesquisados apresentaram acréscimos em suas variações de preços. O destaque ficou por conta de hortaliças e legumes, que representaram mais de 50% da variação de preços dos alimentos no período. A taxa de inflação para estes produtos passou de 4,55% para 8,19%.

Segundo a FGV, das sete classes de despesas usadas para cálculo do índice, cinco apresentaram aumentos mais intensos ou fim de deflação, entre a quarta quadrissemana do mês passado e a primeira quadrissemana deste mês. Além de Alimentação, este é o caso de Habitação (de 0,33% para 0,34%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,43% para 0,47%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,02% para 0,07%) e Despesas Diversas (de 0,37% para 0,42%).

As duas classes de despesas restantes apresentaram deflação mais intensa ou desaceleração de preços. É o caso de Vestuário (de -0,62% para -0,70%) e de Transportes (de 1,74% para 1,38%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as altas mais expressivas foram registradas em tomate (39,28%), açúcar refinado (11,85%) e tarifa de ônibus urbano (1,89%). Já as mais expressivas quedas de preços foram apuradas em maçã nacional (baixa de 20,14%), cenoura (queda de 11,79%) e alcatra (recuo de 3,33%).