O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto deve encerrar o mês com taxa bem acima do apurado no mês passado (0 28%), prevê a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A forte aceleração nos preços dos produtos agrícolas (de 1,13% para 2,29%), e o fim da queda de preços dos produtos industriais no atacado (de -0 17% para 0,26%), levaram à taxa maior da segunda prévia do IGP-M que subiu 0,59% em agosto, ante alta de 0,19% em igual prévia no mês passado. Na avaliação do coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros, com dois terços do indicador já apurados, o aumento na taxa já está bastante consolidado.

Alguns produtos agrícolas já estão na entressafra. Essa é a causa do fim da queda e elevação de preço mais intensa em pelo menos dois produtos: laranja (de -13,64% para 8,89%) e bovinos (de 4,41% para 5,53%). Além disso, houve aumento de preços em commodities importantes no setor de grãos. É o caso das elevações de preços em milho em grão (de -0,83% para 3,31%) e trigo (de 0,89% para 6,02%). Os preços desses produtos são influenciados também por cotações no mercado internacional.

No caso do setor industrial, o economista da FGV informou que o fim da deflação nos preços dos combustíveis e lubrificantes no atacado (de -1,26% para 0,44%) foi a principal causa para os preços dos produtos industriais voltarem a subir. Entre os destaques, estão a aceleração de preços em óleos combustíveis (de 0,13% para 4,28%), pressionado pela recente movimentação de alta nos preços do petróleo no mercado internacional; e a queda mais fraca no preço do álcool etílico hidratado (de -9,64$% para – 1,22%).