A Petrobras foi autorizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a operar novas unidades de processamento de gás natural no Terminal de Cabiúnas (Tecab), em Macaé, no Rio de Janeiro. A autorização é por tempo determinado de 90 dias, sendo considerada uma pré-operação para licença de instalação, segundo decisão da diretoria da agência reguladora, publicada nesta sexta-feira, 29, pela autarquia.

Os dados sobre a ampliação das unidades de processamento não foram informados pela autarquia. O projeto apresentado pela Petrobras previa a construção a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) com entrada em operação no segundo semestre de 2014. A unidade permitiria ampliar de 23 milhões para 28 milhões de metros cúbicos a capacidade diária de processamento de gás natural. A unidade também processaria óleo condensado, ampliando em 1.500 m?/dia a capacidade do terminal.

Originalmente, o terminal de Cabiúnas recebe e armazena aproximadamente 12% de todo o óleo trazido da Bacia de Campos, depois encaminhando-os para as refinarias de Duque de Caxias (Reduc), Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG). O projeto previa que a unidade servisse também ao óleo extraído dos poços do pré-sal da Bacia de Santos, consolidando-se como o maior terminal do País. Cabiúnas é operado pela Transpetro e foi inaugurado na década de 80.

As obras de ampliação dos sistemas de compressão, ar comprimido e água de resfriamento foram licitadas pela Petrobras e executadas pelo consórcio formado por Odebrecht, Iesa e EBE – empresas citadas nas investigações da Operação Lava Jato. Alguns contratos do terminal foram citados em acordos de delação premiada por executivos da Toyo Setal.