A superintendência do Porto de Paranaguá aproveitou a realização do seminário “Perspectivas do Desenvolvimento do Litoral Paranaense a partir do Pré-Sal”, em realização em Antonina, para anunciar a realização da esperada dragagem do canal de acesso restabelecendo a profundidade de 9,5 metros em Antonina, possibilitando ao terminal da Ponta do Féliz o retorno à operação de navios de fertilizantes, por exemplo. O terminal Barão de Tefé, por sua vez, ficará com profundidade de 6 metros, possibilitando atender operações de cabotagem e com barcaças.

Porém, não se alvorocem os interessados em investir no Litoral do Paraná, porque a projeção para realização da dragagem, inexistente nos últimos dez anos, só deve acontecer no ano que vem, se não ocorrer o que vem acontecendo com Paranaguá, onde ações na Justiça e tentativas de compra de draga estão “empurrando com a barriga” a esperada dragagem por mais de cinco anos.

Segundo o superintendente do Porto, Lobo Filho, essa dragagem já deveria ter sido feita há tempos. “Estamos pagando uma dívida com a cidade”, disse ele, explicando que a minuta do edital de dragagem já está “quase concluída”.

“Para lançarmos o edital, precisamos do licenciamento ambiental, que é o mesmo que será obtido junto ao Ibama para o porto de Paranaguá e que acredito que devemos conseguir nas próximas semanas”, ressaltou.

A intenção da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) é iniciar os trabalhos de dragagem até o final do ano. Após a obtenção da licença ambiental, serão lançados dois editais: da dragagem dos canais de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina e outro edital para dragagem dos berços de atracação. Lobo Filho explicou que faz-se necessária a divisão dos trabalhos porque as dragas que farão os dois serviços precisam ser diferentes.

O terminal Barão de Teffé, como é chamado o cais público do porto antoninense, ficará com seis metros de profundidade. Segundo Lobo Filho, não será possível aumentar a profundidade em função da existência de pedras e ainda não há estudos prontos para a remoção das mesmas. “Mesmo assim, o terminal poderá voltar a movimentar navios de cabotagem e também poderá operar com barcaças”, explicou o superintendente

Pontal do Paraná

Com baía com grande profundidade e sem necessidade de dragagem, o futuro porto de Pontal do Paraná teria capacidade para receber grandes navios petrolíferos e abrigar estaleiros para construção naval, apoio marítimo e bases de exploração do Pré-Sal.

No encontro, Lobo Filho explicou que “temos que aproveitar as oportunidades que o Estado tem, devido a proximidade da bacia de Santos. Atrair negócios de exploração petrolífera e de base naval para a cidade significa criação de empregos e geração de renda. O impacto positivo é muito grande, porque a economia local é fortalecida e, consequentemente, melhora a qualidade de vida das pessoas que moram na região”.