A estiagem que afeta sobretudo a Região Sudeste do País foi a principal responsável pela redução de 0,9% na estimativa para a safra de 2015 na passagem de janeiro para fevereiro, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira, 10. Sete produtos tiveram sua estimativa de produção revista.

O País colherá 1,8 milhão de toneladas de grãos a menos este ano do que o previsto inicialmente, com destaque para a soja e o milho. A estimativa para o milho 1ª safra recuou em 880 mil toneladas em relação a janeiro; a produção de soja caiu em 628 mil toneladas; e a produção de milho de 2ª safra está menor em 161 mil toneladas. “A estiagem é que está reduzindo essas informações em relação a janeiro”, disse Mauro Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE. “Mas a safra 2015 se mantém recorde, apesar dessa revisão”, ressaltou.

Além da estiagem no Sudeste, o Centro-Oeste também registrou menos chuvas, o que atrasou o plantio de soja e aumentou o risco de apostar no milho de segunda safra, por causa da menor janela de plantio. “Como atrasou a soja, plantar o milho de segunda safra lá ficou arriscado. Pode não chover o suficiente. Então o que acontece nesse levantamento é que está aumentando a estimativa de sorgo, que é mais resistente ao clima seco”, apontou Andreazzi. A safra de sorgo deve ser 1,3% maior do que o previsto em janeiro, segundo o levantamento de fevereiro.