O principal fator que contribuiu para o aumento real de 12,95% da arrecadação das receitas federais em maio em relação ao mesmo mês do ano passado foi o avanço dos depósitos judiciais e administrativos. Segundo os dados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, em maio deste ano, os depósitos judiciais somaram R$ 1,5 bilhão ante R$ 422 milhões em maio de 2006. Também houve um crescimento de 20,71% na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) em função do recolhimento de três setores: eletricidade, automotivo e metalurgia.

Houve ainda expansão expressiva, de 57,22%, na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Segundo a Receita, este item tem apresentado crescimento sistemático em função do aumento do controle sobre as declarações de operações imobiliárias e sobre as declarações de informações de atividades imobiliárias.

A Receita também informou que, em maio de 2007, houve operações concentradas de venda de ativos de alto valor, que contribuíram para o aumento do IRPF. O imposto de importação teve um aumento de 17,31% em função, principalmente, da elevação de 34,93% no valor em dólar das importações tributadas. A arrecadação de IPI sobre automóveis subiu 16,03%, em função do volume de vendas no mercado interno.

Queda ante abril

Em relação à queda de 11,26% na comparação com abril deste ano, a Receita informa que o resultado de maio é normalmente negativo em relação ao mês anterior por causa dos efeitos sazonais, como o pagamento, em abril, da primeira quota ou quota única do IRPF, e do recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) referente ao primeiro trimestre do ano.

Outro fator que contribuiu para a queda da arrecadação, segundo a Super-Receita, foi uma redução de 65,02% no pagamento trimestral de royalties relativos à extração de petróleo no mês de abril.