A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR), aponta queda no número de consumidores endividados no Estado. Em janeiro de 2013, 86,4% das famílias estavam endividadas e em janeiro de 2014 o percentual caiu para 84,9%. Em contrapartida, houve crescimento de pessoas com contas em atraso, que foi de 22,2% em janeiro de 2013 para 24,7% em janeiro deste ano. O índice de consumidores que revelaram que não terão condições de quitar suas dívidas também apresentou aumento e representa 9,2% dos entrevistados, ante os 8,6% em janeiro do ano passado.

O cartão de crédito concentra a maior parte das dívidas dos paranaenses, com 60,3%. Em seguida vem o financiamento de veículos, com 15,4%, e o financiamento imobiliário, com 10,6%.

Média mantida

Contrariando a média anual nacional que apontou 7,5% de crescimento no número de endividados em 2013, o Paraná apresentou estabilidade na média dos consumidores que contraíram algum tipo de crédito no ano passado.

Em 2012, 88,2% dos paranaenses estavam endividados e em 2013 a média caiu para 87,37%. A variação de -0,83% mostra que o Paraná teve uma leve redução no volume de consumidores com débitos, mas ainda possui o maior índice de endividados do país. O Estado conta com 24,87% a mais de consumidores com dívidas do que a média nacional, que apresentou percentual de 62,5%.

Sob a ótica da Fecomércio PR, o alto índice de endividamento não é algo negativo, pelo contrário. O Paraná é um Estado próspero, cuja população possui capacidade financeira e tem a confiança do comércio para contrair dívidas. O crédito, seja ele de qualquer modalidade, é disponibilizado apenas para os bons pagadores, quem não está com o nome incluso nos serviços de proteção ao crédito.

Apesar da queda do endividamento, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso ampliou 5% em 2013. A média anual chegou a 41% no Paraná, contra 36% no ano anterior.