O Paraná registrou em setembro, pela primeira vez no ano, déficit na sua balança comercial. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados ontem, o Estado ficou com saldo negativo de US$ 165,039 milhões, resultado de US$ 909,2 milhões em exportações, que caíram 17,57% em relação a agosto, e US$ 1,07 bilhão em importações, que avançaram 37,15% sobre o mês anterior. No acumulado do ano, porém, o saldo da balança paranaense ainda é positivo, em US$ 2,16 bilhões.

No País, as exportações de setembro somaram US$ 13,863 bilhões, aumentando 0,16% em relação a agosto. Já as importações, apesar de terem aumentado em 16,41% sobre o mês anterior, somaram US$ 12,534 bilhões. O Paraná é o quinto estado que mais exportou em setembro, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O total de exportações do Estado, de janeiro a setembro, é 27,57% menor que de janeiro a setembro do ano passado. No período, o setor da economia estadual que mais exportou foi o de bens intermediários, com 65% de participação nas exportações.

Dentro desse grupo, os alimentos e bebidas destinados à indústria, com 31,38% (US$ 2,76 bilhões) e os insumos industriais, com 29,25% (US$ 2,58 bilhões) de participação global, foram os mais representativos. A soja em grão foi o produto mais exportado, com US$ 1,82 bilhões, e a Bunge Alimentos S/A a principal exportadora, com US$ 563 milhões.

No mesmo período, os insumos industriais também foram os bens mais importados, com 30,26%, ou US$ 2,01 bilhões. Os bens de capital, excluindo os equipamentos de transporte de uso industrial, estão em segundo lugar, com 23,29%, ou US$ 1,5 bilhão.

Os produtos mais importados foram os óleos brutos de petróleo, totalizando US$ 921 milhões de janeiro a setembro, e a principal importadora tem sido a Petrobras, com US$ 970,8 milhões. O valor acumulado das importações, este ano, está 39,42% menor que no mesmo período do ano passado.

De acordo com o relatório do ministério, o País que mais comprou do Paraná no ano é a China, com US$ 1,15 bilhão, seguido da Alemanha (US$ 671 milhões) e da Argentina (US$ 608,6 milhões). O país vizinho foi o que mais importou ao Paraná até agora, no ano: um total de US$ 922,3 milhões. Em seguida, vêm a Nigéria (US$ 921 milhões) e a China (US$ 864 milhões).