O Banco Mundial reduziu a sua previsão de crescimento das economias emergentes da Ásia Oriental em 2013. De acordo com a instituição, neste ano as economias da região devem crescer 7,1% devido ao crescimento mais lento da China e em outras nações na região.

No levantamento anterior, o Banco Mundial previa que o produto interno bruto (PIB) dos países emergente da Ásia Oriental seria de 7,8%. O estudo prevê que a economia chinesa cresça 7,5% neste ano, contra 8,3% da leitura anterior.

O crescimento mais lento da China é determinado pelo desempenho das exportações e principalmente pelo fato de a economia estar dependendo mais da demanda doméstica. Países como a Indonésia, a Tailândia e a Malásia estão crescendo de maneira mais moderada por causa do menor investimento, da diminuição dos preços das commodities mundiais e das exportações mais lentas.

No entanto, o Banco Mundial relatou que as perspectivas de curto prazo para a região estão melhorando. Dados recentes fora da China mostram uma recuperação da atividade industrial, devido a um pacote de estímulo do governo e a expansão do crédito no início deste ano. O crescimento mais forte na Europa e nos Estados Unidos também ajudam a sustentar a demanda por bens asiáticos, especialmente eletrônicos.

Excluindo a China, a região deve crescer 5,2% em 2013 e 5,3% em 2014, enquanto os investimentos diminuem, explicou o Banco Mundial em relatório.

Segundo a instituição, as economias emergentes da Ásia tem mais tempo para tomar medidas para diminuir os riscos de uma eventual volatilidade do mercado futuro após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) adiar a redução do seu programa de estímulos à economia norte-americana.

De acordo com o Banco Mundial, a decisão do Fed restaurou fluxos de capital dos países emergentes e estabilizou os mercados financeiros. O banco ainda afirmou que as economias asiáticas devem se preparar para uma futura redução do programa de estímulos do Fed, fazendo mudanças estruturais nas suas economias.

Entre as medidas que podem ser adotadas, estão incluídas a redução excessiva da dependência de curto prazo e da dívida em moeda estrangeira e aceitar uma taxa de câmbio mais fraca, já que o crescimento está abaixo do potencial. Fonte: Dow Jones Newswires.