O Banco de Compensações Internacionais (BIS) defendeu que as autoridades monetárias dos países desenvolvidos elevem os juros para evitar o aumento da inflação e o aprofundamento dos desequilíbrios comerciais globais. Para a instituição, esses dois fatores poderiam acabar com o ótimo momento da economia mundial.

"A contenção de pressões inflacionárias parece requerer futuros apertos (monetários) na maior parte dos países, como já é esperado pelo mercado financeiro e está refletido nas taxas reais dos bônus de longo prazo", afirmou Malcolm Knight, diretor-geral do BIS.

Com sede na Basiléia, Suíça, o BIS é considerado o banco central dos bancos centrais. A instituição realizou no fim de semana sua Assembléia Anual Geral. O presidente do Banco Central (BC) brasileiro, Henrique Meirelles, não participou do encontro. O País foi representado pelo diretor de Política Econômica do BC, Mario Mesquita.

Apesar das preocupações com a inflação, o BIS previu uma taxa de crescimento acima de 4% para a economia mundial em 2007. Será o quinto ano consecutivo de expansão média global superior a 4%. Isso, destacou o banco, apesar do enfraquecimento dos EUA, em decorrência da forte desaceleração do mercado imobiliário.