Mesmo com a disparada mais consistente do dólar, vista desde antes do primeiro turno da eleição presidencial, os bancos mantiveram a posição vendida pelo 17º mês consecutivo, somando US$ 28,261 bilhões em dezembro.

O volume é o maior não só do ano, mas também da série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1994. O movimento de diminuição das apostas nessa posição vista nos meses anteriores, no entanto, se inverteu. Apenas para referência, a posição vendida em novembro, estava em US$ 13,985 bilhões; em outubro, em US$ 10,189 bilhões, e, em setembro, em US$ 17,163 bilhões.

O maior valor dessa posição da série histórica do Banco Central, responsável pelas informações, foi em agosto deste ano, de US$ 18,826 bilhões. Até então, a posição mais forte de 2014, de US$ 18,6 bilhões, havia sido registrada em fevereiro. A série histórica teve início em janeiro de 1994.

No jargão financeiro, estar “comprado” significa expectativa de que a cotação do dólar pode subir. Isso porque, ao ter a moeda em caixa, é possível lucrar com uma eventual alta das cotações. Já estar “vendido” representa previsão de queda da cotação da moeda.