Ao final do primeiro dia da greve dos bancários de 2016, considerado o maior da história pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chamou a categoria para uma nova rodada de negociação na sexta-feira (9), às 11h, em São Paulo.

Segundo a Contraf, 7.359 agências, centros administrativos, centrais de atendimento e Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC) tiveram as atividades paralisadas, número 17,7% superior ao do primeiro dia da paralisação do ano passado.

No Paraná, 360 agências fecharam as portas nesta terça-feira (6), conforme levantamento da Fetec-PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná). Só na capital, de acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, 194 agências e oito centros administrativos paralisaram as atividades, o que representa 40% dos bancários. Conforme a entidade, a greve também abrange as cidades da Lapa, Campo Largo e parte de São José dos Pinhais, além dos bairros Parolin, Hauer, Uberaba, Boqueirão e toda a Av Kennedy, na capital.

Desde a entrega da minuta de reivindicações dos bancários à Fenaban, no dia 9 de agosto, já ocorreram cinco rodadas de negociações. A proposta que a Fenaban apresentou no dia 29 de agosto foi de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os bancários reivindicam reposição da inflação mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.