Uma barba branca e alguns quilos a mais podem trazer um bom reforço para o orçamento do final do ano. Essas duas características são as mais importantes para aqueles que pretendem trabalhar como Papai Noel.

Os salários, que podem chegar a R$ 8 mil, variam de acordo com o local em que se trabalha. No entanto, todos que já atuam na área garantem que o valor é compensador.

Para o Papai Noel há cinco anos do Park Shopping Barigui, em Curitiba, José Goepten Filho, “com o salário recebido por poucos dias de trabalho posso aumentar minha renda e deixar a ceia de Natal mais completa”.

Fora da época de Natal, Goepten trabalha como autônomo produzindo faixas e placas. “Todo o valor que recebo em dezembro compensa muito. Por isso, paro de ser autônomo e me dedico exclusivamente ao trabalho de Papai Noel”, conta.

Na área é possível trabalhar com contrato por dia de trabalho, como Goepten, ou como funcionário terceirizado. Para o Papai Noel terceirizado do Shopping Cidade, José Lima de Oliveira, “a melhor maneira de conseguir o trabalho é se apresentar, de preferência, com a barba comprida nos shoppings e em grandes lojas”, conta. “Consegui o meu primeiro trabalho assim, estava na rua com a barba comprida quando fui convidado para ser Papai Noel”, acrescenta.

De acordo com Alberto Monteiro, que contrata candidatos à vaga de Papai Noel, “é imprescindível que o candidato tenha barba natural, muito carisma com as crianças e, de preferência, tenha alguns quilos a mais. Todas essas características fazem com que o personagem fique muito real no imaginário das crianças, e mantenha vivo o espírito de natal”, explica Monteiro, que trabalha há 18 anos fotografando Papais Noéis com crianças em shoppings.

Ele conta ainda que não existem sindicatos onde a profissão pode ser padronizada e discutida, mas “há cerca de dois anos, muitos candidatos começaram a procurar agências e shoppings para trabalhar. É uma grande oportunidade para quem está fora do mercado de trabalho”, continua.

Solidariedade

Enquanto para muitos o natal significa aumento na renda de final de ano, para Rubens Iannariello, o mês de dezembro representa fazer o bem. “Trabalho como Papai Noel voluntário há 25 anos. Nunca cobrei nada pelo serviço. Trata-se de uma vontade de fazer o bem àqueles menos favorecidos”, orgulha-se.

Para Paulo César Bonfin, palhaço durante o ano e Papai Noel de bicicleta em dezembro, “trabalhar em shoppings não compensa. Tenho minha marca registrada que é a bicicleta, estar num ambiente fechado não traz toda a alegria que tenho ao passear pelas ruas de Curitiba”, compara.

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