Brasília (AE) – O Banco do Brasil decidiu reduzir as taxas de juros para as linhas de crédito consignado e para micros e pequenas empresas. Os ajustes se devem ao ambiente de maior competição esperado para o setor bancário e à aprovação da lei geral da micro e pequena empresa, de acordo com o vice-presidente de varejo da instituição, Antônio Francisco de Lima Neto. ?A medida não tem nenhuma relação com a queda da Selic, quando também costumamos anunciar redução das taxas?, esclareceu.

No caso do consignado, a redução é válida para os empréstimos a aposentados do INSS e a funcionários do setor público, que representam aproximadamente 87% da carteira total, segundo o executivo. ?Em breve teremos novidades também para trabalhadores da iniciativa privada?, prometeu.

A taxa mínima no financiamento a aposentados, com prazo de seis meses, cairá dos atuais 1,20% para 0,95% ao mês, enquanto a máxima (prazo de 25 a 36 meses) será diminuída de 2,44% para 2,30% ao mês, detalhou. Para o funcionalismo público, a taxa de juros mínima mensal cai de 1,45% para 1,20% e a máxima, de 2,65% para 2,50%.

Segundo Lima Neto, a carteira de crédito consignado vem apresentando uma expansão ?robusta? este ano, passando de R$ 3,7 bilhões no final de 2005 para R$ 7,8 bilhões de acordo com o dado mais recente, do último dia 30 de novembro. O BB projeta encerrar o ano com R$ 8 bilhões em empréstimos e elevar esse valor para R$ 12 bilhões no final de 2007.

A carteira de micros e pequenas empresas da instituição encerrou novembro em R$ 24 bilhões, montante que deve chegar a R$ 30 bilhões no fechamento do próximo ano, nos cálculos do vice-presidente do BB. ?A entrada em vigor da lei geral da micro e da pequena empresa trará para a formalidade uma grande quantidade de empresas, que demandarão crédito?, estima Lima Neto.

A base de clientes do banco no segmento é de 1,504 milhão de empresas, número que deverá ser ampliado para 2 milhões em 2007, segundo o executivo. As reduções nos juros são válidas para duas linhas – Proger Urbano e BNDES Finame -, válidas para investimentos e compra de máquinas e equipamentos. Na primeira, as taxas mensais caem de TJLP + 5,46% para TJLP + 5,27%. Na linha Finame, a redução será de TJLP + 6,50% ao mês para TJLP + 5,50% ao mês.

Bradesco é líder entre os bancos privados

São Paulo (AE) – ?Os balanços consolidados do Bradesco e do Itaú, no trimestre encerrado em setembro último, ainda coloca o Bradesco como a principal instituição privada do País em ativos, que é o único critério reconhecido em vários países desenvolvidos para este tipo de mensuração?, afirmou o presidente da Austin Asis Consultoria, Erivelto Rodrigues, ao analisar a informação de que o Itaú teria conquistado o primeiro lugar entre as instituições privadas.

Ele explicou que ?a divulgação feita pelo Banco Central levou em consideração o controle e a atuação na intermediação do Itaú. Para ultrapassar o Bradesco, o Itaú teria que fazer outra compra bem forte, além do Boston?.

Nos seus últimos balanços consolidados, o Itaú e o Bradesco apresentavam como ativos totais os seguintes resultados, respectivamente, R$ 206,9 bilhões e R$ 243,2 bilhões. ?Na verdade, o que vale mesmo para a comparação no ranking de maior banco é o balanço consolidado. É ele que deve ser levado em consideração para se evitar confusões. Na leitura que fiz dos jornais hoje, cheguei à conclusão que houve um erro na análise do quesito maior banco do País. O maior banco por ativos ainda é o Banco do Brasil, uma instituição financeira de capital público, controlado pelo Estado, seguido pelo Bradesco, que é privado.?

Erivelto Rodrigues também lembrou que o controlador do Itaú é a família Vilela, hoje liderada pela empresária Milu Vilela, e posteriormente a família Setúbal.