O Banco Central informou nesta quarta-feira, 07, que o saldo de operações com leilão de linha mostrou venda líquida de US$ 10,300 bilhões em dezembro de 2014. Em igual mês de 2013, o volume líquido de vendas foi de US$ 3,3 bilhões. Ao longo deste ano, foram identificadas operações apenas em alguns meses. Em todos os casos, com exceção de dezembro, o volume de recompra líquida foi maior, de acordo com os dados do BC: janeiro (US$ 2,460 bilhões), março (US$ 1,250 bilhão), abril (US$ 1,575 bilhão), maio (US$ 1,300 bilhão), junho (US$ 3,400 bilhões), julho (US$ 4,751 bilhões) e agosto (US$ 2,050 bilhões).

O BC estendeu o programa de intervenção diária no mercado cambial por meio de leilões de swap, iniciado em agosto de 2013, para até pelo menos o final de março deste ano. A estratégia do BC não contempla mais realizações periódicas de leilão de linha, mas a instituição prometeu atuar sempre que considerar necessário, de acordo com as condições de mercado. Historicamente, o BC realiza mais operações deste tipo nos finais de ano, quando a demanda por dólar físico aumenta. Isso ocorre, basicamente, pelo aumento de envio de recursos ao exterior por multinacionais instaladas no Brasil e que remetem seus lucros e dividendos às matrizes comumente nessa época do ano.