O Banco Central Europeu (BCE) elevou o número de agências das quais comprará dívida como parte de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), demonstrando comprometimento com os esforços de estímulos monetários, num momento em que a recuperação da zona do euro é ameaçada por uma possível saída da Grécia do bloco.

Mais cedo, o BCE anunciou que vai acrescentar algumas concessionárias e empresas de infraestrutura à lista de emissores de dívida dos quais poderá comprar bônus para dar continuidade ao QE.

Na avaliação de Frederik Ducrozet, economista do Crédit Agricole CIB em Paris, a iniciativa do BCE representa um “pequeno incremento no universo de dívida” disponível para compras, mas o momento da decisão é significativo.

“É difícil achar que o momento é uma coincidência”, disse Ducrozet, ressaltando que a perspectiva de saída da Grécia da zona do euro tem gerado rumores de que o BCE poderá ampliar as compras de dívida por meio do QE. Pelo programa, o BCE compra 60 bilhões de euros (US$ 66,6 bilhões) por mês em dívida, que é composta principalmente por bônus soberanos.

Ainda segundo Ducrozet, a decisão mostra que o BCE está determinado a dar suporte “à economia, à recuperação, independentemente do que acontecer na Grécia”. Fonte: Dow Jones Newswires.