O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, anunciou nesta sexta-feira, 31, que a estatal tornou mais rigoroso o processo de gestão de fornecedores. Em evento no qual recebeu uma devolução de recursos desviados da estatal por operações descobertas pela Lava Jato, Bendine afirmou que a corrupção é uma prática individual, mas cabe às empresas criar mecanismos que impeçam danos à reputação. A solenidade ocorreu nesta manhã, na sede da Petrobras, com participação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para restituição de R$ 150 milhões à estatal.

“Fornecedores que falharem nessas condições serão excluídos de cadastro”, afirmou Bendine. Segundo nota enviada pela Petrobras à imprensa, seus fornecedores deverão agora prestar informações detalhadas sobre estrutura, finanças e mecanismos de conformidade e combate à fraude e à corrupção, entre outros itens, sendo avaliadas pelo processo conhecido como “due diligence” de integridade.

De acordo com Bendine, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) têm contado com “irrestrita e incondicional” colaboração da Petrobras. “Não aceitaremos passivamente o papel de vítima. Fomos vítimas de pessoas que usaram seus cargos para obter benefícios”, disse o presidente da Petrobras.

Na nota à imprensa, a Petrobras informou ainda que a revisão da situação dos fornecedores começará pelas empresas bloqueadas de modo cautelar em função das evidências levantadas pelas investigações da Operação Lava Jato. “Paralelamente, são avaliadas aquelas em processo de renovação ou em fase de inclusão no cadastro corporativo. Os novos contratos serão assinados junto a fornecedores que tenham sido aprovados no novo modelo de análise de integridade”, diz a nota.

Segundo a Petrobras, as empresas que se mantiverem em seu banco de fornecedores darão à companhia a prerrogativa de realizar auditorias em seus padrões de integridade e de combate à fraude e à corrupção.