Na avaliação do técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Nilo Lopes, os dados das vendas do varejo de agosto confirmam que o bom desempenho dos bens de consumo semi e não duráveis, como alimentos e artigos farmacêuticos, estão ajudando o comércio a registrar um desempenho positivo, apesar da crise.

“Os segmentos de supermercados e farmácias vendem artigos básicos, de primeira necessidade, que os consumidores não deixam de comprar mesmo em momentos de crise. Além disso, essas atividades estão diversificando o leque de produtos oferecidos e têm sido beneficiadas pela manutenção do crescimento da renda e do emprego”, observou Lopes.

Por outro lado, o técnico do IBGE observou que alguns segmentos de bens duráveis, mais vinculados ao crédito e à expectativa dos consumidores, mostraram desaceleração no ritmo de expansão neste ano, após o início da crise.

Os equipamentos de informática, por exemplo, acumularam uma alta de 280,5% de 2004 a 2008, com uma média anual de expansão de 30,6%. De janeiro a agosto de 2009, esse setor ainda acumula alta nas vendas (13,3%), mas em ritmo menor que antes.