Daniel Caron/O Estado
Prestigiaram o evento o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e o ex-governador do Paraná, diretor-presidente do GPP, Paulo Pimentel.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, empossou nesta sexta-feira (20) o novo superintendente regional do Trabalho e Emprego do Paraná, Neivo Beraldin. Ele assume o cargo tendo como desafios dar mais agilidade aos serviços à população – incluindo a expedição de carteiras de trabalho – e intensificar a fiscalização nas relações de trabalho. “Vamos lutar também para, a partir do ano que vem, levarmos a superintendência do Paraná do nível dois para um nível um, o que vai permitir um aumento na estrutura”, explica Beraldin.

Ele ainda revelou que vai percorrer com frequência todas as regiões do Paraná, inclusive incentivando a oferta e a implantação de cursos profissionalizantes, realizados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A cerimônia, que aconteceu no auditório da Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio), em Curitiba, foi muito concorrida. Entre os presentes estavam os prefeitos de Londrina, Barbosa Neto; de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues; e de Campo Largo, Edson Basso. Também prestigiou o evento o ex-governador do Paraná e diretor-presidente do GPP, Paulo Pimentel.

Outro ponto importante para o novo superintendente será a fiscalização do programa Mais Emprego, que o Ministério do Trabalho deve implantar no Paraná entre junho e julho deste ano. O projeto tem como objetivo impedir que o trabalhador deixe o mercado formal de trabalho e dependa com frequência do seguro desemprego. Há casos em que o trabalhador demitido acessa o benefício e continua atuando de maneira informal.

O programa já foi implantado no Rio Grande do Sul e na Paraíba. Neste caso, quando o trabalhador vai pedir o seguro desemprego, antes ele é encaminhado para empresas para uma nova oportunidade. Somente se a empresa não quiser o candidato ele pode poderá ter acesso ao seguro. Houve muita polêmica onde o Mais Emprego já foi implantado

“Polêmica é gerada pelo novo. Queremos que, antes que o trabalhador peça o seguro desemprego, ele tenha possibilidade de um emprego. Quando alguém perde o emprego, a primeira coisa que pensa é nas dificuldades. Então, se a gente tem possibilidade de ter um sistema integrado, que permite ver que existe emprego para aquela função que ele exerce, acho que todo trabalhador de boa fé vai querer este emprego. Onde já foi instalado o programa alcançou uma economia de 10% a 15%”, afirmou o ministro.

Pensamento diferente

Sobre a atual situação da economia brasileira, na qual já se fala que o consumo acelerado – e que causa a inflação – está relacionado com o aumento na geração de empregos, Lupi disse que pensa diferente do que o Banco Central. “O Brasil levou muitos anos para encontrar o caminho do crescimento, da geração de empregos e da distribuição de renda. Este é o caminho que está fazendo o Brasil ser respeitado no mundo inteiro. Temos vários mecanismos inteligentes de combater a inflação. E não é com recessão que se combate a inflação. E não é só taxa de juros”, contou.

Entre as medidas destacadas por Lupi está a decisão do governo federal em baixar o preço da gasolina. Ele ainda lembrou que a população também faz suas opções na hora de comprar em momentos como estes. O ministro declarou haver mais especulação no País do que inflação.