Cem pequenos produtores, pesquisadores e técnicos do Noroeste do Estado se encontram nesta quinta-feira (12), no município de Mandaguaçu, para trocar informações e experiências em sericicultura, a criação de bicho-da-seda. A atividade é desenvolvida na região como parte do projeto Redes de Referência para a Agricultura Familiar, que tem como principal objetivo a profissionalização do produtor e do seu negócio, através de acompanhamento técnico e socioeconômico.

Participam do encontro produtores das regiões de Umuarama, Paranavaí, Campo Mourão e Maringá. Na reunião, será feita a avaliação da safra 2000/2001 de sericicultura e do desempenho das propriedades acompanhadas pelas Redes de Referência. Haverá ainda atividades práticas sobre a cultura da amoreira, manejo da criação e cultura do café. As propriedades onde a sericicultura é realizada precisam de uma área cultivada com amora, cujas folhas servem como alimento para o bicho-da-seda.

De acordo com José Sérgio Righetti, agrônomo da Emater no município, o café é um dos complementos que o produtor pode adotar. Aliando várias atividades, o produtor consegue ocupar a mão-de-obra racionalmente o ano inteiro. No caso da sericicultura, o café é uma alternativa para compensar o ritmo de produção no inverno, período do ano em que a produção de bicho-da-seda está parada. “Conjugando cafeicultura e sericicultura os agricultores conseguem assegurar renda constante durante o ano”, diz.

Só em Mandaguaçu, 120 agricultores se dedicam à sericicultura, em hectares. A rentabilidade ao produtor é de 16%, ou seja, para cada R$ 1 investido o produtor retira R$ 1,16, “um bom retorno”, avalia Righetti. Quanto à mão-de-obra, a ocupação é de 1,5 pessoa para cada dois hectares explorados. O encontro de sericicultores é uma promoção da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Emater, Paraná 12 Meses, projeto Redes de Referência para a Agricultura Familiar, Iapar, Intercoop, Cocamar, Kanebo, Bratac, Prefeitura de Mandaguaçu e Associação dos Sericicultores de Mandaguaçu.