A primeira etapa do leilão de biodiesel realizada nesta terça-feira (13) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) comercializou, até as 17h30, 231 milhões de litros do produto, de um total de 304 milhões que deveriam ser disponibilizados para a compra no dia. A previsão é de que o leilão seja encerrado até as 20 horas e retomado amanhã quando um novo lote de 76 milhões será ofertado com o restante que sobrar deste primeiro dia.

Segundo o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis da ANP, Ricardo Dornelles, o total negociado no leilão até o momento foi de R$ 432 milhões, com o preço médio registrado em R$ 1,872 por litro. O valor representou um deságio médio de 22% sobre o preço de R$ 2,04 por litro estabelecido previamente pela ANP, mas está R$ 0,10 mais caro do que o último leilão, realizado no final de 2006.

Dornelles atribuiu o maior deságio a uma intensa competição entre as 27 produtoras do biocombustível que participaram do leilão. Destas, nove já saíram vencedora e conseguiram vender o seu produto. O nome das empresas só será divulgado pela ANP amanhã, quando for concluída a Segunda etapa do leilão.

De acordo com o diretor da reguladora, o objetivo deste leilão foi garantir melhor transição entre o atual período, em que a adição do biodiesel é apenas autorizada, para a fase em que ele será obrigatório, na proporção de 2% do total de diesel negociado no País. "Acreditamos que o leilão está tendo sucesso em evitar uma guerra predatória que poderia ocorrer no próximo ano, com o elo mais fraco da cadeia, que é a agricultura, saindo perdendo", disse.