Rio – Os três programas setoriais criados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar as áreas priorizadas pela nova política industrial, tecnológica e de comércio exterior, que são medicamentos e fármacos, software e bens de capital, não esgotam a ação de política industrial do Banco, assegura o diretor da área industrial, Fábio Erber.

Isso quer dizer que o BNDES continuará atuando também em setores como papel e celulose, siderúrgico e petroquímico, visando o desenvolvimento desses setores que têm uma difusão sobre os demais elos da cadeia produtiva nacional e um grande impacto em termos de balanço de divisas, explicou.

Erber acredita inclusive que essa ação será potencializada pela tendência á queda da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), “que o Conselho Monetário Nacional deve aprofundar no futuro próximo, já assinalada pela recente redução dessa taxa para 9,75%, em sua última reunião”. Erber não quis estimar quando uma nova diminuição da TJLP poderá acontecer, porque se trata de uma decisão do CMN, mas avaliou que um patamar razoável para os financiamentos do BNDES seria da ordem de 8% ao ano.

Ele destacou o fato de os novos programas, que se destinam ao incremento de setores intensivos em Inovação tecnológica com difusão pelo resto da economia, reduzirem um dos principais impeditivos ao investimento privado, que é a incerteza que cerca os investimentos nessas áreas.

Para reduzir o risco do investimento privado nesses setores, o BNDES atuará como aportador de capital de risco e também por meio da fixação de taxas de juros. Dependendo do programa, informou que as taxas poderão ser fixas, como acontecerá no Programa para Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços Correlatos, na modalidade Prosoft-Comercialização, que objetiva o financiamento para aquisição, mercado interno, de softwares e serviços correlatos desenvolvidos no país.