As bolsas de Nova York abriram em alta, apoiadas pela percepção de melhora nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, depois perderam força e passaram boa parte da tarde desta sexta-feira com sinal negativo. Nos minutos finais do pregão, porém, o apetite por risco melhorou e a maioria dos índices terminou em território positivo, com ganhos também na semana.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,16%, em 26.403,28 pontos, com ganho de 3,02% na semana; o Nasdaq recuou 0,13%, a 7.962,88 pontos, com alta semanal de 2,31%; e o S&P 500 fechou com ganho de 0,06%, em 2.926,46 pontos, e avanço de 2,79% na comparação semanal.

Após uma abertura positiva, o sinal se inverteu nos índices, com o setor de energia mais pressionado pela queda do petróleo. Ao longo do dia, contudo, algumas petroleiras melhoraram e o setor terminou em leve alta. A ação da Chevron subiu 0,17% e a da ExxonMobil avançou 0,07%, mas Chesapeake Energy caiu 6,49% e ConocoPhillips recuou 0,21%.

No setor de tecnologia tampouco houve sinal único, com Apple em baixa de 0,13%, reduzindo perdas mais para o fim do dia, Microsoft em baixa de 0,19%, mas Intel em alta de 1,15%.

A menor tensão comercial entre Estados Unidos e China ajudou os índices acionários nesta semana. O dia foi de mais volatilidade, de pouco impulso, com investidores preparando-se também para o feriado prolongado nos EUA, com mercados fechados na segunda-feira.

A ação da General Motors subiu 0,49%, após o presidente americano, Donald Trump, sugerir no Twitter que a empresa deveria retornar aos EUA, após ter transferido várias fábricas para a China. Ainda entre as montadoras, Ford Motor subiu 0,55% e Fiat Chrysler, 0,61%.

Os bancos também tiveram jornada positiva, com Goldman Sachs (+0,23%), JPMorgan (+0,59%) e Citigroup (+0,70%). Já no setor industrial, Boeing teve alta de 0,37%, ajudando o S&P 500.