Brasília – Para finalizar uma semana marcada por um ?quase pânico? no mercado internacional, segundo definição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, as principais bolsas européias registraram queda. Nesta sexta-feira (25), as ações em Frankfurt declinaram 0,06%. Em Londres, a queda foi de 0,12%, e em Paris, de 0,76%. Na Ásia, por causa da diferença de fuso horário e ainda sob efeito do anúncio de mais um pacote para evitar recessão nos Estados Unidos, houve alta.

Após muitas oscilações, o mercado europeu terminou a semana como começou: em baixa. Dessa vez, a retração das bolsas foi menos acentuada. Na seegunda-feira (21), os principais mercados de ações na Europa registraram quedas entre 5% e 7%. No dia seguinte, houve reação e altas em torno de 2%.

O desempenho das bolsas mostrou ter sido influenciado pelos anúncios do maior corte de juros nos Estados Unidos desde 1984. O Federal Reserve (banco central americano) reduziu os juros de 4,25% para 3,5% ao ano. Ontem (24), o mercado ainda recebeu bem a confirmação de um acordo entre a Casa Branca e o congresso norte-americano para evitar o agravamento da crise no país e a ameaça de recessão. A intenção divulgada pelo governo Bush é reduzir impostos e reforçar a ajuda às famílias em dificuldade para impulsionar o consumo nos Estados Unidos.

O impacto do acordo só foi percebido no mercado asiático nesta sexta-feira. A bolsa de valores de Tóquio, uma das maiores do mundo, encerrou o dia em alta de 4,10%. Em Hong Kong, a subida foi ainda maior: 6,73%.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não operou nesta sexta-feira devido ao feriado pelo aniversário da cidade. Ontem, último dia de operação na semana, houve alta de 5,95%.