Brasília – Após um dia de quedas expressivas nas principais bolsas de valores mundiais, o mercado de ações no Brasil e na Europa mostrou nesta terça-feira (22) sinais de recuperação. Pouco depois do anúncio de corte de juros nos Estados Unidos feito esta manhã pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, as bolsas reagiram de maneira positiva. As ações nas principais economias européias, com exceção da Alemanha, registraram ligeira alta. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi mais otimista.

O corte de 0,75% na taxa básica de juros anunciado pelo Fed veio apenas quatro dias após o governo Bush lançar um pacote para evitar recessão no mercado interno. Com a redução, a taxa fixada ficou em 3,5% anuais.

As medidas anunciadas pelo banco central norte-americano influenciaram as operações de mercado. No Brasil, a Bovespa respondeu ao anúncio do Fed com entusiasmo. A principal bolsa da América do Sul encerrou o dia com alta de 4,45%.

A maioria das principais bolsas de valores da Europa fechou com variações consideráveis. A bolsa de Londres encerrou em alta de 2,9%. Em Paris, também houve alta acima de dois pontos percentuais. Os mercados de ações italiano e espanhol subiram pouco acima de 1%. A bolsa de Frankfurt (Alemanha) fugiu à regra e oscilou 0,31% para baixo.

Na Ásia, as bolsas seguiram a tendência de queda de ontem (21). A diferença de fuso horário impediu que a notícia da redução de juros nos Estados Unidos tivesse impacto significativo. A bolsa de Tóquio, maior do continente, encerrou em baixa de 5,65%.

Ao analisar a oscilação negativa de ontem no mercado internacional, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou o dia como de ?quase pânico?. A Bovespa havia operado em baixa de 6,6%. As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt apresentaram índices parecidos, com quedas entre 5 e 7%.

Amanhã (23) é a vez de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar a nova taxa básica de juros (Selic) brasileira, em 11,25% ao ano há mais de seis meses. Ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, os juros por aqui, segundo avaliação de especialistas ouvidos pelo Boletim Focus, do Banco Central, devem permanecer inalterados.