O presidente Jair Bolsonaro participa, nesta quarta-feira (7), em Foz de Iguaçu (PR), da cerimônia de posse do novo diretor-geral de Itaipu, o general João Francisco Ferreira. Trata-se de um gesto simbólico. Ferreira já responde pela direção da usina. Sua nemeçaão foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (6).

A posse é mais uma demonstração de poder do antecessor e futuro presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna –a quem é creditada a indicação de Ferreira.

Os generais se conheceram na década de 1970, quando estudaram na Academia Militar das Agulhas Negras. Formaram-se em 1972. Nove ano depois, em 1981, cursaram a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. A trajetória acadêmica dos dois voltou a se encontrar em 1988, quando estudaram na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Segundo relatos, em fevereiro, quando anunciado para o comando da Petrobras, Luna sugeriu outros dois nomes ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para substituí-lo na diretoria-geral de Itaipu, mas manifestou preferência por Ferreira.

Descrito como dedicado, Ferreira, que tem 71 anos, passou a frequentar a sede de Itaipu um mês antes de sua posse, transferindo-se para Foz do Iguaçu. Levou com ele o coronel Robson Rodrigues de Oliveira, futuro assessor especial da diretoria-geral.

Para organizar a transição no período que antecederia a posse, coronel Oliveira ocupou um cargo na diretoria de coordenação da estatal. Até o momento, esse é o único colaborador levado por Ferreira para o comando de Itaipu.

Ainda durante a gestão de Luna, Ferreira reuniu-se com diretores da estatal, ao mesmo tempo que o coronel Oliveira entrevistava técnicos de Itaipu.

Ferreira é o 13º diretor-geral brasileiro da binacional e o quarto militar a comandar a hidrelétrica. O general foi transferido para a reserva em 2014, após ocupar por 12 anos o posto de general-de-exército.

Gaúcho, ele é paraquedista militar, mestre de salto paraquedista e formado em salto livre. Em 1978, formou- se em educação física na Escola de Educação Física do Exército. Na década de 1990, foi instrutor de paraquedismo na Aman.

Em 1983, ele foi assessor de paraquedismo nas Forças Armadas do Paraguai. Já foi oficial do gabinete do ministro do Exército e, em junho de 1999, adido militar na Embaixada do Brasil no México.

De 2004 a 2005, comandou a Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro. Em 2006, assumiu a vice-chefia do Estado-Maior de Defesa do Ministério da Defesa. De abril de 2008 a janeiro de 2011, comandou a 6ª Região Militar, em Salvador.

Promovido a general-de-exército em 2010, foi nomeado comandante militar do Oeste, em Campo Grande, onde vivia.