Após ter sido contaminada ontem pelo cenário externo ruim, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sinaliza que hoje pode reaver um pouco das perdas, se as bolsas norte-americanas sustentarem o sinal de alta ao longo do dia. Às 10h17, a Bolsa paulista subia 0,70%, aos 56.197,5 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em baixa de 3,86%, voltando à casa dos 55 mil pontos, refletindo o temor dos investidores de que os problemas do setor de crédito imobiliário de alto risco (subprime) afetem outros setores da economia nos Estados Unidos. Foi a maior queda do Ibovespa desde 27 de fevereiro, quando a China levou a bolsa a cair 6,63%.

"Hoje e os próximos dias serão importantes para avaliar se a queda de ontem da Bovespa foi o início de um movimento de realização de lucros de curto prazo mais profundo ou se foi um movimento passageiro", afirma o analista da Prosper Gestão de Recursos, Gustavo Barbeito.

EUA

Nos EUA, os índices futuros de ações sobem expressando a satisfação dos investidores com o balanço da Amazon.com, que ontem à noite divulgou impressionante alta do seu lucro de 254 54% (US$ 0,19 por ação) no segundo trimestre, enquanto a receita avançou 35%, para US$ 2,89 bilhões. O resultado da Boeing, divulgado nesta quarta-feira (25), veio melhor do que o esperado e também traz alívio aos negócios. Xerox e Colgate-Palmolive informam lucro em linha ao previsto.

Na Europa, as bolsas européias ainda não reverteram as perdas da véspera e continuam indicando preocupações com a perspectiva de contágio do mercado de crédito hipotecário subprime e com alguns resultados. O sinal é de baixa nas principais bolsas da região.

Estréia

No Brasil, mais um banco estréia na Bovespa. Agora é a vez do ABC Brasil, que ingressará no nível 2 da Bolsa. A atuação do banco é voltada, principalmente, à concessão de empréstimos para empresas de médio e grande porte.