O principal índice da Bovespa fechou em queda de 2,57%, com forte volume de negócios (R$ 1,3 bilhão), um dia após o corte simbólico dos juros pelo governo Lula e novas previsões de alta das taxas nos EUA. A Bolsa foi prejudicada pela forte queda dos títulos da dívida externa, após a divulgação de um relatório pelo banco norte-americano JP Morgan. A instituição fez uma avaliação negativa sobre os rumos da economia brasileira. O dólar teve a segunda maior alta do ano (1,07%) e encerrou vendido a R$ 2,918.

O tombo das ações do setor de siderurgia também pressionou o Ibovespa devido à queda nas importações de aço na China.

O Brasil subiu no ranking do risco-país, passando do quinto para o quarto lugar, superando o risco da Nigéria. O indicador, medido pelo JP Morgan, disparou mais de 10%, atingiu máxima de 613 pontos. “Houve um exagero na reação negativa do mercado ao relatório do JP Morgan e aos temores de alta dos juros nos EUA. Nos próximos dias, a poeira deve baixar”, afirmou o gerente do banco Rendimento, Hélio Osaki.

Dólar em alta

A avaliação negativa do banco norte-americano JP Morgan se refletiu, também, no dólar. A moeda americana subiu ontem mais de 1% e ultrapassou a marca de R$ 2,90 pela primeira vez no mês, refletindo a forte queda das ações e dos títulos da dívida externa. A moeda dos EUA fechou em alta de 1,07%, vendida a R$ 2,918. Essa é a maior cotação desde o último dia 29 de março, quando encerrou negociada a R$ 2,94. Em percentual, é a segunda maior valorização do ano, atrás apenas da registrada no dia 29 de janeiro, quando subiu 1,20%. No ano, a divisa passou a acumular alta de 0,55%. No final de 2003, o dólar estava cotado a R$ 2,902.