Quem apostou no mercado de ações neste mês não se decepcionou. Apesar da volatilidade, o Ibovespa – principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo – liderou o ranking de aplicações pelo segundo mês consecutivo, acumulando ganhos de 7,68% em agosto, após subir 3,95% em julho. Nos últimos dois meses, a entrada de investidores estrangeiros e a perspectiva de queda dos juros têm impulsionado os negócios na Bovespa.

Com a redução nas expectativas de inflação para 2005, aumentaram as apostas de corte na taxa Selic, apesar das incertezas por conta do avanço do preço do petróleo.

Segundo o boletim Focus, divulgado pelo BC no início da semana, o mercado prevê que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) será de 5,26% neste ano, contra 5,34% do levantamento anterior. As previsões já estão bem próximas da meta ajustada perseguida pela autoridade monetária – que é de um IPCA de 5,1% em 2005 – e elevam o debate sobre a possibilidade de corte da Selic em setembro.

A entrada de investidores estrangeiros no mercado acionário local também tem dado um alento à Bovespa. Em julho, os investidores externos colocaram R$ 2,5 bilhões na Bolsa paulista. Neste mês, o saldo estava positivo em mais de R$ 500 milhões até o dia 20, mas inverteu o movimento e, até o dia 26, apontava déficit de R$ 98 milhões, por conta principalmente de uma operação de venda de ações do Itaú feita por um grupo estrangeiro.

Já o dólar, que foi a segunda melhor aplicação no mês passado, acumulou queda de 0,92% em agosto.

Quem preferiu não arriscar muito e deixou o dinheiro na renda fixa também teve ganhos neste mês. Os fundos DI (que têm carteiras compostas por títulos que pagam juros) renderam 1,65%, influenciados ainda pelo alto patamar do juro básico – atualmente em 19,75% ao ano. Os CDB (Certificados de Depósito Bancário) apresentaram rentabilidade de 1,58%.