Mais uma vez, o dia foi marcado pela volatilidade. Durante a manhã e parte da tarde desta terça-feira (7), a justificativa para a falta de tendência definida era a expectativa pelas palavras do banco central norte-americano, que saíram duas horas antes do fim do pregão. Depois, os mercados se dividiram sobre como interpretar o comunicado do BC dos EUA, e a volatilidade persistiu por mais uma longa hora.

No fim, venceu a interpretação mais otimista: o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia em alta de 1,34%, aos 53.802 pontos, após oscilar entre a mínima de -0,65% e a máxima de +1,92%. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,26% e o Nasdaq avançou 0,56%.

O Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) decidiu hoje não alterar a taxa básica de juros norte-americana, de 5,25% ao ano. A decisão já era prevista pelo mercado, que ansiava de fato pelo comunicado do banco ao fim da reunião. O Fed reconheceu os problemas do setor de moradia e citou riscos ao crescimento econômico, mas sem tirar o foco da inflação. Essa combinação abalou as bolsas, que esperavam por uma indicação de corte no juro em breve.

Mais tarde, porém, o mercado recuou de sua reação exagerada. O comunicado do Fed, no fim das contas, não veio pior do que as expectativas e portanto não justificava mais uma queda das ações que em geral já acumulam baixa nas últimas semanas. Após o susto, os investidores voltaram às compras – ainda que poucas e seletivas.

Ações

Os ganhos da Bovespa superaram hoje os de seus pares em Nova York com a ajuda das commodities metálicas. O preço dos metais avançou nos mercados internacionais, beneficiando o setor de metalurgia e siderurgia, de forte peso no Ibovespa. Vale do Rio Doce PNA fechou com valorização de 2,63% e Usiminas PNA, de 3 90%.

Já as ações do Itaú sofreram baixa, após o lucro trimestral do banco, divulgado hoje, não empolgar os investidores. Itaú PN cedeu 2,11%.