O Bradesco, maior banco privado do País, concluiu uma captação externa de US$ 100 milhões, o dobro da oferta inicial (US$ 50 milhões) devido ao excesso de demanda. Com vencimento em três anos, o bônus vai pagar ao investidor uma remuneração ("yield", no jargão em inglês) de 4,50%.

A emissão ocorre um dia após a captação externa de US$ 1,25 bilhão feita pelo governo brasileiro com um bônus de 20 anos. A operação – a segunda do ano – ficou acima da oferta inicial (US$ 1 bilhão) devido ao excesso de demanda.

A tomada de empréstimos no exterior por empresas, bancos e governo ajuda a deixar positivo o fluxo de recursos no mercado de câmbio, favorecendo a queda do dólar.

O dinheiro captado pelo Tesouro Nacional entra direto nas reservas internacionais do País e não pode ser usado em investimentos – apenas em operações como pagamento da dívida pública.

Em janeiro, a moeda americana acumulou queda (1,6%) pelo oitavo mês consecutivo, no menor preço (R$ 2,61) desde o início de junho de 2002. No mês passado, lançaram captações os bancos Itaú (US$ 125 milhões), Votorantim (US$ 100 milhões), Cruzeiro do Sul (US$ 17 milhões) e BGN (US$ 30 milhões), entre outros.