O Bradesco fechou 2003 com lucro líquido de R$ 2,306 bilhões, resultado 14% superior ao de 2002, que somou R$ 2,022 bilhões. Segundo o presidente do grupo, Márcio Cypriano, 2003 foi marcado pelo “forte crescimento orgânico da instituição, grande esforço na incorporação de agências de bancos adquiridos, e pela finalização da segmentação da clientela, com a criação do Bradesco Prime (para pessoas físicas com renda mensal a partir de R$ 4 mil)”.

No quarto trimestre, o banco obteve lucro de R$ 715 milhões, contra R$ 564 milhões no terceiro trimestre do ano passado e R$ 698 milhões em igual período de 2002. O banco terminou 2003 com ativos totais no valor de R$ 176,098 bilhões, 23,33% a mais do que ao final de 2002. O patrimônio líquido cresceu 25%, de R$ 10,846 bilhões para R$ 13,547 bilhões.

Em um ano, a carteira de crédito do Bradesco cresceu 6,9%, totalizando R$ 54,336 bilhões no final de dezembro de 2003. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 3%.

De acordo com dados divulgados pelo banco ontem pela manhã, a evolução da carteira no último trimestre ocorreu, principalmente, junto aos segmentos de grandes empresas (Bradesco Corporate) no valor de R$ 1,428 bilhão e de pessoas físicas, no valor de R$ 893 milhões.

Serviços

As receitas de prestação de serviços passaram de R$ 11,472 bilhões para R$ 12,778 bilhões, um crescimento de 11,3% no período.

“A evolução na receita deve-se ao aumento no volume de operações, base de clientes e aprimoramento da cobrança das tarifas, com destaque para as rendas de administração de fundos, conta corrente e rendas de cartões”, divulgou o banco.

As receitas de intermediação financeira do Bradesco (ganhos obtidos com repasse de empréstimos para pessoas físicas e jurídicas) totalizaram R$ 7,443 bilhões, uma expansão de 5,9% em relação ao terceiro trimestre de 2003 e de 80,5% na comparação com o fechamento de 2002.