O Brasil deve elevar para 1 mil megawatts (MW) médios a exportação de energia elétrica para a Argentina. Segundo fontes em Brasília, o aumento teria sido autorizado na sexta-feira, em reunião entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, entre outros representantes.

A exportação maior de eletricidade atende a um pedido do país vizinho, onde a crise energética vem se agravando nos últimos meses e já afeta a economia. O Ministério de Minas e Energia não confirmou o aumento. Disse apenas que a reunião na sexta-feira faz parte de uma série de discussões sobre os efeitos do inverno rigoroso na Argentina. Outras fontes que participaram do encontro, no entanto, confirmaram a autorização. Só não sabem dizer quando e como isso seria oficializado.

A energia exportada pelo Brasil deverá ser produzida por usinas térmicas a carvão, óleo diesel e óleo combustível. Por esse acordo, os argentinos pagariam o custo da produção e também o da transmissão. Quem deverá monitorar o envio de eletricidade é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O intercâmbio de energia entre os dois países em caso de urgência está previsto em resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 2001. Desde de abril deste ano, o Brasil vinha exportando cerca de 350 MW médios em caráter de urgência. No início de junho, com o agravamento da crise argentina, o governo brasileiro decidiu elevar de 350 para 700 MW médios o volume exportado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo