A economia mundial crescerá a um ritmo mais moderado na segunda fase de recuperação da crise global que eclodiu em 2008, principalmente em razão da desaceleração dos Estados Unidos e da Europa, avaliaram ontem representantes dos governos do Brasil e da China reunidos em Pequim, no primeiro encontro de grupo bilateral criado neste ano para discutir temas econômicos e financeiros de interesse dos dois países. Com visões coincidentes sobre o panorama mundial, os dois lados acreditam que as nações em desenvolvimento não podem puxar sozinhas o crescimento global e que os desenvolvidos precisam fazer o máximo para ter taxas positivas de expansão.

Em um cenário de incerteza sobre o vigor dos países ricos, os chineses disseram que buscam manter o equilíbrio entre a retirada do bilionário estímulo fiscal adotado em 2008 e a manutenção de altas taxas de crescimento, segundo pessoas que participaram das discussões. As conversas ocorreram no âmbito da subcomissão econômico-financeira da Cosban, instituição responsável pelo diálogo bilateral em uma série de setores.

Criada em abril, a econômico-financeira é a 11ª das subcomissões da Cosban e, como todas, terá reuniões anuais. A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Galvão, e pelo diretor do Banco Central Luiz Awazu Pereira da Silva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.