O Brasil foi o país mais procurado para acordos de fusões e aquisições em 2010, com os mercados emergentes contabilizando um terço do valor total dos negócios fechados no ano passado. Os dados são da Dealogic, empresa fornecedora de serviços para bancos de investimento.

Os acordos envolvendo mercados de rápido crescimento e aqueles patrocinados por empresas financeiras foram o motor principal da atividade de fusão e aquisição em 2010, informou a Dealogic. Os números sugerem que a atividade de fusões e aquisições está ganhando força mundialmente após um ano de volatilidade, quando a incerteza sobre a velocidade de recuperação impediu alguns compradores de fazerem grandes apostas. O volume de fusões e aquisições no mundo totalizou US$ 2,82 trilhões em 2010, uma alta de quase 25% em comparação com 2009.

Em dezembro, o valor total dessas transações cresceu 8% mundialmente, em comparação com o mesmo período de 2009, para US$ 323,9 bilhões – o mais alto patamar em 3 anos. O Morgan Stanley conquistou o primeiro lugar, antes ocupado pelo Goldman Sachs, no cobiçado ranking de fusões e aquisições em 2010, com base no valor dos negócios para os quais o banco prestou consultoria, segundo a Dealogic.

O Morgan Stanley aconselhou 356 acordos em todo o mundo, com um valor combinado de US$ 594,6 bilhões, enquanto o Goldman Sachs prestou consultoria para 346 transações, avaliadas em US$ 580,6 bilhões. As informações são da Dow Jones.