Brasília – Em 2008, o governo federal buscará maior equilíbrio no fluxo comercial com os países sul-americanos. De acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o único país com o qual o Brasil não tem superávit é a Bolívia, devido à importação de gás.

?Há uma política de maior equilíbrio no comércio regional?, informou o secretário, ao divulgar nesta quarta-feira (2) o resultado da balança comercial em 2007. Segundo ele, o aumento das importações no ano passado já é resultado deste esforço do governo brasileiro no sentido de reequilibrar suas relações comerciais.

Como exemplo, ele citou a evolução do intercâmbio comercial com a Argentina ? as importações cresceram 28,8%, enquanto as vendas brasileiras para o país vizinho aumentaram 22,3% de janeiro a dezembro de 2007. Ainda assim, de janeiro a novembro o superávit brasileiro foi de US$ 3,79 bilhões.

Com a China, o Brasil pretende trabalhar no sentido inverso: investir em ações de incremento das exportações. A China é o segundo maior fornecedor brasileiro e o terceiro principal destino de produtos produzidos no Brasil. As vendas para esse país aumentaram 27,4% em 2007, mas as importações cresceram quase o dobro: 57,3%. A maior parte destas importações, segundo Barral, foi de bens de capital e insumos.

?Nossa tentativa, para 2008, é criar uma agenda positiva com a China, no sentido de aumentar as exportações brasileiras e aumentar os investimentos recíprocos?, informou.

Barral adiantou que esses temas deverão ser discutidos em março, durante visita de missão chinesa ao Brasil. As medidas em estudo vão da promoção de feiras e eventos na China, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex), à eliminação de algumas barreiras às exportações brasileiras, principalmente em questões sanitárias.