O Brasil fez grande progresso na área de bioeconomia, principalmente em relação ao etanol, mas esbarrou nos marcos regulatórios e precisa modernizá-los para voltar a avançar. A avaliação é do analista de Políticas da Diretoria Para Ciência, Tecnologia e Indústria da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), James Philp, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. “O Brasil tem potencial para liderar a bioeconomia.” Philp se disse “chocado” com a inabilidade do País em proteger a propriedade intelectual.

Apesar disso, ele afirmou que o Brasil ainda está à frente de muitas nações, que ainda têm de fazer pesquisa e, o que é mais caro, construir a infraestrutura para o etanol, por exemplo. “Se o Brasil acertar o sistema de regulação, volta a avançar.” A OCDE estima que a bioeconomia responderá, até 2030, por 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países que fazem parte da organização. Philp não quis prever quanto será o porcentual para o Brasil.

“Mas, certamente, vai ser menos porque o Brasil já avançou bastante, ou seja, sai de uma base muito alta para comparação.” O analista de Políticas da Diretoria Para Ciência, Tecnologia e Indústria da OCDE afirmou ainda que a universidade e a indústria precisam andar juntas na questão dessa economia sustentável. “Elas precisam entender que, se tiverem o mesmo objetivo, ambas vão se beneficiar.”