O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (21), por unanimidade e sem restrições, a aquisição da mineradora canadense de níquel Inco pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O negócio foi realizado em 2006 quando a Vale adquiriu 75,66% do capital da canadense.

O relator do processo, conselheiro Luiz Prado, afirmou que a operação não gera "qualquer concentração no Brasil". Ele lembrou que apenas a Inco atuava no setor de níquel primário no País e, por isso, a sua compra pela Vale significa apenas a substituição de um agente por outro nesse mercado.

Com a operação, a Vale tornou-se a segunda maior mineradora do mundo, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton. A Inco era a segunda maior produtora de níquel do mundo. Com a fusão, a Vale diversificou ainda mais seus negócios passando a produzir níquel além de cobre, bauxita, potássio, alumina e alumínio e minério de ferro. O negócio foi também apresentado, e já foi aprovado, às autoridades de defesa da concorrência dos Estados Unidos, Canadá, União Européia e China.